Em nossa vida sabemos que passamos por várias fases ou ciclos que gostaria de chamar de ciclos absolutos, pois estão relacionados a períodos cronológicos tais como: 0 a 7 anos - criança, 8 a 12 anos - infância (ainda criança), 13 a 19 anos - adolescência (meio criança passando a adulto), 20 a 30 anos [...]
Uma vez assisti a uma conferência que falava sobre a Lei das Oitavas e Lei da Entropia.
A Lei da Entropia diz que quando não se busca evoluir no universo a pessoa é tragada regredindo, nunca pode ficar estagnada, ou sobe ou desce. A lei das oitavas prega que sempre devemos estar subindo uma oitava em nossa vida. A mesma “oitava” da pauta de notas musicais. O “dó” uma oitava abaixo é mais grave e uma oitava acima é mais agudo…
Observei que na nossa vida pessoal e profissional a Lei das Oitavas e Lei da Entropia é atuante e temos sempre que trabalhar para não nos deixar ser tragados pela entropia.
Parece meio filosófico, exotérico ou o que for, porém já comprovei a veracidade dos fatos em minha vida …
Quando trabalhamos em uma empresa, passamos por diversas situações, desde desafios técnicos a ser superados, tomadas de decisões, relacionamento com colegas, etc.
No aspecto técnico, podemos destacar o que se aprende durante o período em que se trabalha numa empresa. Tudo que passa por nós serve para colocarmos no nosso banco de dados profissional, não é à tôa que as coisas passam por nós..
No aspecto de relacionamento também temos a oportunidade de conhecer pessoas diferentes, que agem de formas diferentes em situações diferentes. Algumas ajudam, outras são neutras e outras chegam até a atrapalhar, enfim, não gostaria de entrar nesse mérito da questão porque o objetivo desse artigo não é falar sobre outras pessoas, mas sim de nós mesmos.
Durante o tempo em que se está na empresa devemos aproveitar ao máximo tudo o que nos cerca, ampliar conhecimento técnico e melhorar rede de relacionamento para que o trabalho possa fluir da melhor forma possível. Sempre, desde a escola fundamental, estamos tirando fotos uns aos outros (snapshots)… Essas fotos podem ser reveladas com formas “bonitas” ou “feias” e podem até influenciar na decisão de ser chamado para trabalhar no futuro em outras empresas.
E quando termina o seu tempo na sua empresa? O que acontece? Simples, procura-se outro trabalho!
Porém, em quanto tempo conseguimos nos colocar novamente no mercado? Como está o nosso conhecimento técnico e rede de relacionamento? O que efetivamente foi aproveitado (durante o tempo em que se atuou naquela função) para trabalhar novamente na mesma posição ou em outra posição diferente?
Isso se chama de empregabilidade!
Já trabalhei em empresa que faliu, porém enquanto trabalhei naquela empresa tentei aproveitar o máximo possível tudo o que apareceu na minha frente! Não é toda hora que as empresas entram em concordata ou falência, mas podem mudar sua estrutura, estratégia de negócio, adequação ao mercado (que muda a todo instante), etc. No mundo de hoje, flexibilidade, adaptabilidade são requisitos muito comuns de encontrar para que o profissional esteja pronto pra trabalhar com as mudanças! Enquanto se aprende e se relaciona, vai-se aumentando a empregabilidade.
Por mais que uma pessoa trabalhe numa empresa aparentemente segura, bem estruturada, como profissional de empresa privada devemos sempre nos preocupar em aprender mais, compartilhar mais, trabalhar em equipe, posar para o snapshot, conhecimento técnico, relacionamento pessoal, etc, etc, etc.
A concorrência é grande, tem muita gente boa no mercado, portanto é fundamental aprender com essas pessoas boas a ficar bem colocado na hora que precisar, quando houver uma oportunidade.
E-m-p-r-e-g-a-b-i-l-i-d-a-d-e…
No dia-a-dia, fazemos a retrospectiva de um período de desenvolvimento com o intuito de melhorarmos a produtividade, trabalho em equipe, ambiente de trabalho, relacionamento interpessoal, etc.
Isso também pode e deve ser aplicado na nossa vida pessoal. Poderia aproveitar o final do ano e fazer essa retrospectiva, é muito simples:
- pegue uma folha de papel e divida em 3 áreas (cima, meio e baixo).
- na parte de cima, faça uma linha do tempo com os 12 meses do ano;
- na parte do meio deixe reservado para escrever o que foi bem;
- na parte de baixo deixe reservado para escrever o que poderia ser melhorado, porém atribua responsabilidades: depende de mim ou depende da minha família.

Guarde esse registro e veja no ano que vem se as coisas estão melhorando… Pode focar no lado financeiro, lado emocional, lado profissional, lado acadâmico, enfim, o que for benéfico a você fazer o seu plano de projeto para 2009. Feliz Ano Novo!
Snapshot (photography), a photograph that is taken in a short moment of opportunity.
Tradução: uma fotografia que é tirada num pequeno momento de oportunidade (Wikipedia).
Não estou falando de fotografia, estou falando da vida profissional!
Sempre conversei sobre esse assunto com alguns colegas de trabalho: “toma cuidado com o snapshot de um descolhecido”.
A todo momento uma pessoa está ou pode estar tirando uma fotografia de nós, tome cuidado através da auto-observação para não deixar que essa seja uma fotografia feia ou ridícula que essa pessoa levará consigo para outros departamentos, lugares ou empresas.
Do mesmo modo que o snapshot pode ser maléfico também pode ser benéfico. Quem tem postura, atitude, comportamento profissional não precisa se preocupar com o benefício do snapshot, porém quem não liga pra isso pode ser prejudicado um dia por essa fotografia.
Quando você lembra de um colega de aula, de 10 anos atrás, como se refere a ele ou ela? Provavelmente atribuindo fatos ocorridos ao longo do tempo em que conviveram, mas se essa pessoa não era muito próxima de você? Você com certeza tenta lembrar de flashes que o façam recordar dessa pessoa para dar alguma opinião. Essas lembranças ou flashes de memória são buscadas no seu álbum de fotografias gravado no seu subconsciente, cheio de snapshots.
Quando tem uma reunião marcada e você chega atrasado depois de todos, quando marca um encontro e chega muito atrasado ou não vai, quando chega alguém desconhecido em seu departamento e você tá fazendo alguma “macaquice”, quando vai participar de um curso e chega atrasado no primeiro dia ou no dia seguinte, tudo isso fica registrado em snapshots.
Apenas saiba lidar com isso, pois quer queira ou não, faz parte dos seres humanos julgarem os outros utilizando essas fotografias. Para que isso não ocorra, comece você mesmo trabalhando o seu próprio preconceito ao tirar suas fotos instantâneas de outras pessoas e convença até os estranhos para agirem da mesma forma, assim ninguém julgará mais ninguém por esses snapshots, mas parece ser muito difícil conseguir isso, não acha?
Para ficar mais fácil, eu acho melhor auto-observar, assim depende somente de mim a qualidade dos snapshots que vierem a tirar a qualquer momento. Seja fotogênico(a)!
“O dia que em os soldados param de trazer os problemas deles para você, é o dia em que você parou de liderá-los. Ou eles não acreditam mais que você pode ajudá-los ou concluíram que você não se importa. Em ambos os casos é falha de liderança”.
Colin Powell
Estive em uma integração da empresa em que trabalho no final de semana e dentre as várias coisas boas que ouvi, tem uma estória que nos foi contada no final, que nos motiva bastante para a vida. Foi uma estória verídica, mas vou relatar com nomes dos personagens fictícios.
O João estava saindo do cemitério no carro com seu pai ao seu lado no banco da frente e os dois filhos no banco de trás. Era o enterro de sua mãe que tinha 80 anos. João, muito triste virou para seu pai e perguntou: “e agora pai, o que o Sr. quer fazer?” O pai de João pensou, calado e depois de um tempo respondeu: “eu quero encontrar o Pedro Gomez, meu melhor amigo”.
Depois da missa de sétimo dia da mãe de João, ele providenciou a viagem com seu pai para Buenos Aires para visitar uma pequena cidade ao norte chamada Salto, seu pai era argentino. No avião, João perguntou ao seu pai: “pai, esse tal de Pedro Gomez ainda está vivo? se a gente chegar lá e ele não estiver mais vivo?”. O pai de João nada respondeu. Mudou de assunto, desviou a conversa como se não tivesse escutado essa pergunta.
Chegando em Buenos Aires, o pai de João estava ansioso até que após 2 dias na capital Argentina o João foi comprar os bilhetes de trem para Salto. Ao chegar na estação de trem, o pai de João foi até a plataforma e encontrou com uns senhores e conversou com eles perguntando se eles conheciam o Pedro Gomez e os mesmos disseram que sim. E João pediu ao pai para perguntar se o Pedro Gomez estava vivo, para não perder a viagem e poupar seu pai de fortes emoções, pois já basta a morte recente de sua mãe. O pai de João nada perguntou.
Entraram no trem e João perguntou ao pai: “pai, e se o Pedro Gomez não estiver vivo?”. Nada de resposta, desviou a conversa e continuou a viagem. Os senhores que conversaram com seu pai saíram do trem na primeira cidade e eles continuaram a viagem por mais uma hora.
Ao chegar em salto, o pai de João comprou umas flores e perguntou para a pessoa que vendia flores se ela conhecia Pedro Gomez. Ela disse que sim e a direção de onde poderiam saber mais notícias sobre ele. E foram. Cada vez João ficava mais apreensivo e em dúvida sobre a existência de Pedro Gomez e sofrimento de seu pai.
Chegaram ao local onde morava Pedro Gomez e o pai de João bateu palmas na frente da casa até que saiu um rapaz da garagem. Imediatamente ele perguntou “conheces Pedro Gomez?” e o rapaz disse que sim. Nessa hora João se preparou para segurar seu pai, pois sabia qual seria a próxima pergunta:
- “Me levas até ele?”, disse o pai de João;
- “Sim senhor, entre no carro”, disse o rapaz que era parente do Sr. pedro Gomez.
Foram no carro por alguns quilômetros até que chegaram em um sítio e o pai de João saiu do carro em direção à porta de entrada da casa, encontrou o Sr. Pedro Gomez de mais de 80 anos de idade e os dois se abraçaram muito forte por alguns minutos, de forma muito emocionada após não sei quantos anos separados. O pai de Joào pediu pra ficar a tarde toda com seu amigo Pedro Gomez e após conversado bastante ele convidou João para regressar a Buenos Aires.
Voltaram a Buenos Aires e no dia seguinte pegaram o avião de volta ao Brasil e novamente no avião, João perguntou para seu pai:
- “pai, por favor me responde. Nunca passou pela sua cabeça que o Sr. Pedro Gomez poderia estar morto e nós perdermos nossa viagem e tudo mais…?” o pai de João dessa vez respondeu:
- “Como? Se era tudo que eu mais queria na minha vida?! Eu não poderia contar com essa possibilidade!”
Essa foi uma verdadeira lição que quando acreditamos em algo devemos perseguir até o final!
Nunca mais vou esquecer essa estória e por isso compartilhei aqui nesse espaço.
Para não esquecer/perder meu acervo de assuntos, tenho o costume de publicar para compartilhar e exercitar minha mente.