Mais um ano se encerrou, fizemos uma cerimônia de Retrospectiva, seguindo o roteiro da “Sprint Retrospective“.
Nossos projetos podem durar mais de 6 meses, fazemos inicialmente um planejamento de números de sprints que poderão acontecer dentro do semestre, para planejamento financeiro e acompanhamento de acuracidade.
Um projeto pode conter mais que 8 sprints, dependendo da sua complexidade e da re-estimativa no decorrer do mesmo. Porém para efeito contábil, fazemos uma pausa no final do semestre com o número de sprints que ocorreram.
No final do último sprint do projeto, fizemos a cerimônia de Retrospectiva do período que durou 8 sprints.
Eventos Significantes
Colocamos os “post-it” dos 6 meses do decorrer do projeto e após os 5 minutos de escrita individual nos post-its começamos a escutar o que cada um tinha a dizer sobre os marcos do semestre. Bastante interessante, pois tinha desde eventos desagradáveis como acidentes, furtos (que marcam de certa forma) até eventos como entregas, lazer, conquistas.
Nesse momento, todos nós temos a oportunidade de “ver” os colegas como pessoas que têm seus anseios, suas prioridades e suas considerações sobre o que foi importante ou não. A gente pode saber o que o colega acha importante e pode também mostrar o que achamos importante e signifcativo para o projeto.
O que foi bem?
Nesse momento, após o timebox de 5 minutos, é bom receber as mensagens de membros da equipe sobre o que eles consideraram sucesso no projeto, fruto de alinhamento feito por eles no decorrer do projeto, através da integração e análises críticas que aconteceram no final de cada sprint e que como resultado pôde melhorar algo no processo.
A lista do que foi bem foi signifcativa, portanto houve resultado visualizado pela equipe durante o semestre e o ano que passou.
O que poderia melhorar (equipe x organização)?
Considerações finais sobre pontos fracos da equipe e pontos relevantes que poderiam influenciar no trabalho deles, se resolvido pela organização (externo ao time).
Uma coisa interessante no time é que eles colocaram muito mais itens a melhorar deles do que da organização. Isso não significa que a organização está perfeita não! Porque em todos as empresas sempre há algo a melhorar, mas o que pude notar é o nível de maturidade da equipe em amenizar a influência de problemas organizacionais e focar na melhoria do processo, do conhecimento, do entrosamento, do framework, dos trabalhos do PO e outras coisas.
Todo mês nossa equipe faz uma reunião à parte para acompanhar a evolução dos ítens levantados na retrospectiva. Precisamos tomar cuidado para que a retrospectiva, seja do sprint ou do projeto, não caia na descrença. Por isso é muito importante o Scrum Master tentar resolver o que consegue e escalar para níveis acima o que pode ser melhorado.
Não se consegue resolver tudo, por isso em função do ranking de prioridades, se aplicarmos a regra de pareto pra tentar resolver os problemas conseguiremos atender às exigências da equipe, melhorando assim os trabalhos e tendo mais produtividade no desenvolvimento do produto.

Work-centered Analysis
Se observarmos o gráfico acima de WCA (Work-centered Analysis) é o fundamento da reunião de análise crítica do processo ou Retrospectiva. Identificamos um problema, atribuimos uma classe (pessoas/equipe ou organização), pensamos na relação entre as partes para que haja uma possível solução para esse referido problema.
Muitas vezes sabemos que há problemas com soluções a longo prazo, nem por isso devemos ignorá-lo. Ao contrário, deve sempre ser relatado para ficar registrado desde o início, desde que ele atrapalhe de certa forma ou venha a atrapalhar o desempenho da equipe.
Não deixe de fazer no final de todos os sprints uma reunião de retrospectiva do projeto. É muito importante pra saber realmente as “lessons-learned”.
Para não esquecer/perder meu acervo de assuntos, tenho o costume de publicar para compartilhar e exercitar minha mente.
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